O Demo Day do Programa Early Adopters BIO+IA confirma o potencial da inteligência artificial para acelerar a pesquisa científica na América Latina e no Caribe
O Demo Day do Programa Early Adopters BIO+IA confirma o potencial da inteligência artificial para acelerar a pesquisa científica na América Latina e no Caribe

O Demo Day do Programa Early Adopters BIO+IA confirma o potencial da inteligência artificial para acelerar a pesquisa científica na América Latina e no Caribe

O evento de encerramento do Programa Early Adopters BIO+IA reuniu equipes do México, Chile, Equador e Colômbia-Venezuela, que demonstraram como a inteligência artificial pode transformar processos de pesquisa que, em alguns casos, levavam anos para serem desenvolvidos.

No último dia 23 de julho, foi realizado com sucesso o Demo Day do Programa Early Adopters BIO+IA, iniciativa promovida pela RedCLARA no âmbito do projeto BELLA II, que, durante oito semanas, proporcionou a equipes de pesquisa da América Latina e do Caribe acesso ao Testbed de Bioinformática e Inteligência Artificial (BIO+IA), além de capacitação especializada e acompanhamento técnico para acelerar seus processos científicos por meio do uso da inteligência artificial.

O programa foi concebido para apoiar projetos de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico focados em áreas como regulação gênica, doenças complexas, medicina de precisão, resistência antimicrobiana e biotecnologia, por meio do uso combinado de bioinformática e inteligência artificial. Após uma convocatória regional aberta realizada em março de 2026, foram selecionadas cinco iniciativas provenientes de seis países da região para trabalhar com o Testbed BIO+IA do BELLA II.

Durante o Demo Day, quatro das cinco equipes selecionadas apresentaram os resultados obtidos. Além de seus diferentes temas de pesquisa, todas compartilharam uma conclusão comum: a incorporação de ferramentas de inteligência artificial permitiu acelerar significativamente as tarefas de busca, integração, interpretação e análise de evidências científicas, liberando tempo para a geração e validação de novas hipóteses.

Os projetos apresentados abordaram desafios científicos com alto potencial de impacto para a saúde e o desenvolvimento sustentável da região.

Do México, uma equipe afiliada à Rede Nacional de Pesquisa e Educação (NREN), a CUDI, apresentou avanços no desenvolvimento de um sistema de detecção precoce e de baixo custo para o câncer de mama, baseado na análise de vesículas extracelulares liberadas pelas células tumorais na corrente sanguínea. Seu objetivo é ampliar as possibilidades de diagnóstico para mulheres que atualmente enfrentam barreiras de acesso a tecnologias especializadas.

Em seguida, pesquisadores chilenos vinculados à NREN local, a REUNA, expuseram os resultados de um estudo voltado para a compreensão dos mecanismos de resistência aos medicamentos no câncer de mama triplo-negativo. O projeto explorou o papel desempenhado por determinados candidatos mitocondriais na perda de resposta aos tratamentos de quimioterapia, abrindo novas linhas de pesquisa para compreender esse tipo agressivo de câncer.

Do Equador, com o apoio de sua NREN, a CEDIA, o projeto MerIA apresentou uma metodologia que integra bioinformática e inteligência artificial para identificar sequências genéticas associadas à resistência bacteriana ao mercúrio. Os resultados poderão contribuir, no futuro, para o desenvolvimento de estratégias de biorremediação para áreas mineradoras contaminadas na América Latina.

Por fim, uma equipe colombo-venezuelana, liderada pela Universidade Autônoma de Bucaramanga, com apoio da NREN colombiana, RENATA, e em colaboração com o Instituto Venezuelano de Pesquisas Científicas (IVIC), apresentou resultados preliminares que sugerem o potencial de reutilização de um medicamento amplamente utilizado para a tosse como alternativa terapêutica para determinadas doenças hepáticas.

Mais do que resultados individuais

Uma das principais conquistas do programa foi demonstrar que a inteligência artificial não apenas permite obter resultados específicos em projetos concretos, mas também transformar a forma como a pesquisa científica é desenvolvida.

Durante as oito semanas de trabalho, as equipes utilizaram o Testbed BIO+IA, uma infraestrutura regional habilitada pelo BELLA II e operada na RedCLARA, projetada para a captura, o processamento e a análise de grandes volumes de informações científicas por meio de inteligência artificial generativa, inteligência artificial lógica e bioinformática estrutural.

Como próximo passo, os pesquisadores Jacinto Dávila e José López, responsáveis pelo desenvolvimento metodológico e tecnológico do Testbed BIO+IA, coordenarão a elaboração de um artigo científico internacional que analisará de forma conjunta os resultados obtidos pelas equipes participantes. O objetivo será documentar como a incorporação da inteligência artificial está transformando os protocolos de pesquisa biológica e contribuindo para acelerar as descobertas científicas na região.

Assista ao vídeo do Demo Day em:  https://youtu.be/6F97O2IZrZI?si=cNcB2P0MQf1Mbr_1

 

Reconhecimento

BELLA II recebe financiamento da União Europeia através do Instrumento de Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional (NDICI), ao abrigo do acordo número 438-964 com a DG-INTPA, assinado em dezembro de 2022. O período de implementação dE BELLA II é de 48 meses.

Contato

Para mais informações sobre BELLA II, entre em contato conosco:

redclara_comunica@redclara.net